quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Trilogia O Amor Documentado – Parte 1: Amor Bergmaniano




“Dolorosamente conectados”, é como Liv Ullmann descreve sua relação com Ingmar Bergman no documentário LIV & INGMAR – UMA HISTÓRIA DE AMOR (LIV & INGMAR, 2012), em cartaz nos cinemas. Não pretendo divagar sobre o que seja o “amor”, seja o de Liv e Ingmar, seja qualquer outro. Mas que Ingmar Bergman, um dos mestres da sétima arte, na arte de amar era pior que o Ed Wood fazendo cinema, isso ele era.

Durante os cinco anos em que viveram como casal, Bergman encarcerou (por vezes literalmente) Liv entre os muros de seu mundo particular, e reagia ferozmente a suas tentativas de fuga ou insubordinação. Liv conta que em seus momentos ele era capaz de dizer coisas que poderiam deixar marcas  pelo resto da vida. Mais gritos que sussurros.

Eles enfim se separaram, mas a dolorosa conexão perdurou todos os 42 anos – até o fim da vida de Bergman - e 12 filmes em que conviveram então como amigos e sempre como diretor e musa. Nas palavras de Liv, uma “benção”. Relacionamento mais bergmaniano impossível.

Ou, como muito bem definiu Ingmar Bergman em uma de suas cartas para Liv, “praticamente como o inferno: quase romântico”.


LIV & INGMAR – UMA HISTÓRIA DE AMOR (LIV & INGMAR, 2012)
Direção: Dheeraj Akolkar
Com: Liv & Ingmar