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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Cinemas do Rio - Mais um que deixará saudades



ESTAÇÃO IPANEMA 1 E 2

Luto: deu hoje no Ancelmo Gois que Ipanema perde mais duas salas de cinema. Inaugurado em 2000 na rua Visconde de Pirajá, o Estação Ipanema trouxe de volta o conceito de cinema de bairro e, por muito tempo, suas duas salas eram as que tinham melhor média de público na cidade. Agora o bairro só conta com os minúsculos Cândido Mendes e Laura Alvim.

De acordo com Ancelmo, os motivos para o fechamento são o preço do aluguel, que triplicou, e a ordem da prefeitura para retirar o letreiro do cinema, o que, segundo o Grupo Estação, inviabilizou o funcionamento das salas. 

Lamentável.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video 

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Ipanema e Leblon


CINE PAX

Considerado o Theatro Municipal dos cinemas, esse lindo e luxuoso palácio, localizado em plena rua Visconde de Pirajá, ao lado da igreja Nossa Senhora da Paz, era motivo de orgulho dos ipanemenses, tanto pelo monumento da construção quanto por sua programação. Inaugurado em 1952 pela Igreja Católica, o cinema foi renomeado de Novo Pax em 1977 e impiedosamente demolido em 1979. Em seu lugar surgiu a sofisticada Galeria Fórum. A não construção de uma nova sala dentro desse prédio foi um acinte aos cinéfilos e à população.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Ipanema e Leblon


CINE MIRAMAR

Maravilhoso e enorme palácio cinematográfico que teve morte prematura em 1973. Inaugurado em 1951, no mesmo ano dos famosos Cines Leblon e Azteca, o cinema ficava em plena Delfim Moreira - a avenida da praia do Leblon -, esquina com a rua General Artigas. O Miramar e o Cine Rian, em Copacabana, foram os únicos grandes cinemas da cidade com vista para o mar, privilégio que tornou o público que os frequentou igualmente privilegiado.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Ipanema e Leblon



Os mais chiques e bonitos bairros do Rio tampouco foram poupados do extermínio dos cinemas de rua. Ipanema, repleta de palácios cinematográficos até a década de 1970, hoje só possui as duas boas salas do grupo Estação, dentro de uma galeria - além do Candido Mendes. Já o Leblon, mesmo com o assassinato do estonteante Miramar, ainda possui o privilégio de contar com um dos três palácios que ainda restam na cidade: os ótimos Leblon 1 e 2 - mais as salas do Shopping Leblon.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto:
CINEMA PARADISO (NUOVO CINEMA PARADISO, 1988)
Direção: Giuseppe Tornatore
Com: Salvatore Cascio, Phillipe Noiret etc.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


RICAMAR

O cinema Ricamar, inaugurado em 1958 na avenida Nossa Senhora de Copacabana, pertinho do Copacabana Palace, encerrou suas atividades na década de 90 e virou a Sala Baden Powell, dedicada a espetáculos musicais. A péssima administração da sala pela Prefeitura do Rio traz uma enorme saudade do velho e simpático cinema, que tinha ótima programação.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana) 

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINE ART PALÁCIO COPACABANA

Outro crime hediondo: inaugurado em 1950, na avenida Nossa Senhora de Copacabana, o cine Art Palácio Copacabana foi desativado em 2002 para virar sapataria e, recentemente, deu lugar à Lojas Renner. Dono de uma belíssima arquitetura, o espaço merecia o tombamento. O medíocre comércio mais uma vez em detrimento da cultura e do bom gosto. 


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


BRUNI COPACABANA

Inaugurado em 1961, na rua Barata Ribeiro, o Bruni Copacabana nunca foi uma grande sala, mas sempre cumpriu sua proposta de cinema de bairro. Na década de 90, já em total decadência, cedeu lugar para a expansão da maravilhosa loja Modern Sound. Até que em 2010 a loja de CDs também fechou e virou uma Leader Magazine. Outra lastimável perda cultural para o bairro.


Texto: Luis Mendes - jornalista, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana, a um quarteirão de distância do extinto Bruni)

Foto: agência O Globo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINEMA 1 / CINEMA 2
Esses dois cinemas sempre foram conhecidos pelo bom gosto da programação: eram o Paissandu de Copacabana. Sempre muito bem frequentados, fizeram a cabeça de toda uma geração e formaram cinéfilos de carteirinha. O Cinema 1, na avenida Prado Júnior, é atualmente um hortifruti. Já o Cinema 2, localizado na outra ponta de Copa, na rua Raul Pompéia, mudou de nome diversas vezes antes de virar a boate Le Boy. Lamentável.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana) 

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINE CONDOR COPACABANA

O Condor Copacabana era um cinema moderno, bem equipado e sempre muito concorrido. Situado dentro de uma galeria na esquina das ruas Figueiredo Magalhães e Barata Ribeiro, foi inaugurado em 1966 e passou, inclusive, a exibir os filmes da MGM após o fechamento do Cine Metro. Em 1997, já precisando de reformas, foi fechado e transformado em Casa & Vídeo, rede que se “apossou” de vários cinemas do Rio.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana, a duas quadras do extinto Condor)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINE RITZ

Este é bem das antigas: o Ritz era um maravilhoso “poeirão” da Avenida Nossa Senhora de Copacabana que funcionou de 1938 a 1955. Antes dele, ali havia o primitivo Cine Atlântico, uma das primeiras salas de Copacabana. Em seu lugar surgiu o Edifício Galeria Ritz, um verdadeiro monumento ao mau gosto.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana



CINE AMERICANO / CINEMA COPACABANA

Inaugurado em 1916 no coração da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, o Cine Americano passou por grande reforma e, em 1953, virou o tradicional e conhecidíssimo Cinema Copacabana. Fechou na década de 90 ameaçando virar bingo, até reabrir a todo vapor, com possível reforma e divisão em várias salas. Como a prefeitura não permitiu ampliação no gabarito vertical, o espaço virou a academia Bodytech. Um deboche para um cinema que atravessou décadas.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista


sexta-feira, 29 de março de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINE CARUSO

O Caruso, localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, foi um dos cinemas que mais deixou saudades na população. Inaugurado em 1954 como estrela do circuito independente, funcionou até 1984, quando virou uma agência do Itaú. Com ótima programação, foi símbolo de uma era moderna: até hoje o público comenta sobre as inesquecíveis poltronas. Seu fechamento foi revoltante, pois o cinema ainda atraía grande público.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 22 de março de 2013

Cinemas do Rio – Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana


CINE RIAN
Sem dúvida, o cinema mais amado do bairro. O Rian foi palco de grandes festivais, e pelo seu tapete vermelho desfilaram grandes estrelas internacionais. Sua localização, em plena Avenida Atlântica, já era um acontecimento. Se ainda existisse, seria motivo de orgulho para toda a cidade. Entretanto, foi demolido em 1983, surgindo em seu lugar o Hotel Pestana.


Texto:  Luis Mendes – jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana



METRO COPACABANA
A desertificação dos cinemas em Copacabana começou com a demolição do Metro em 1977.  Era um dos palácios cinematográficos mais bonitos e luxuosos da cidade, localizado em plena Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Seu irmão, o Metro Tijuca, teve o mesmo fim: no mesmo ano ambos viraram lojas C&A. Um destino atroz!


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video (localizada em Copacabana)

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sábado, 9 de março de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Copacabana




Copacabana, em seu auge, já chegou a possuir quase vinte cinemas de rua. Depois do Centro e Tijuca, foi o bairro de maior importância cinematográfica, tendo sido, portanto, a terceira Cinelândia carioca. Seus cinemas, contudo, ao invés de serem reformados e adaptados para os dias atuais, foram sendo exterminados a partir da década de 80, com a demolição-barbárie do Rian e o fechamento do Caruso. Já no século 21, o descaso foi total com o fim do Copacabana e do Art Palácio.

Como alento, hoje só resta o tombado Roxy e o minúsculo e aconchegante Joia. Ambos têm ótimo público e provam que novas salas podem e devem ser inauguradas ou devolvidas ao bairro. Copacabana, no frescor de seus 120 anos, merece!


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video  (localizada em Copacabana)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Botafogo



CINE ÓPERA
O lindo e moderno Cine Ópera, na praia de Botafogo, foi inaugurado em 1959 com 1600 lugares. Em 1977 se dividiu em dois e resistiu até 1992. As salas, supertradicionais no bairro, atraíam ótimo público, que também lotava seus bares após o término das sessões. O Ópera 1, assim como o Cine Paissandu, no Flamengo, tinha até sala para fumantes – um luxo para a época. Até fechar as portas e virar Casa & Vídeo - rede de lojas que tomou nada menos que quatro grandes cinemas da nossa cidade.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Botafogo




CINE GUANABARA
Grande e saudoso poeira no final da Praia de Botafogo, foi um cinema que ficou na memória dos cinéfilos maiores de 50, tendo sido também o único do bairro a ser demolido. Inaugurado em 1920, era antes o primitivo Cinematográfico High Life. Um absurdo que não exista nenhuma referência ao antigo cinema no local, pois ele representou muito na história cultural da cidade.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca



BRUNI TIJUCA
Inaugurado na Praça Saens Peña em 1968, este cinema de 500 lugares, assim como a maioria das salas da rede Bruni, ficava situado dentro de uma galeria. Era um típico cinema de bairro: sem luxo, mas totalmente adequado aos padrões da época, além de ter uma boa bilheteria. Funcionou até 1997, quando virou laboratório de análises clínicas.


OUTROS CINEMAS
O adorável poeira TIJUQUINHA, um dos primeiros do bairro, funcionou de 1909 até 1966, quando foi demolido, deixando muitas saudades. O CINE BRITÂNIA (STUDIO TIJUCA), que funcionou de 1962 a 1981, e o CINEMA III (1975 a 1983) fecharam e deram lugar a igrejas protestantes. O COPER TIJUCA, especializado em filmes de arte e aberto em uma galeria em 1983, teve vida curta: encerrou suas atividades em 1988. Vale destacar também o CINE ROMA, inaugurado em 1962 e demolido em 1976. O primitivo CINE AVENIDA, que durou de 1919 a 1962, virou loja de roupas. E ainda havia o CINE SANTO AFONSO, que pertencia à igreja católica e funcionou de 1940 até início da década de 70, quando virou supermercado. 


Textos: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto:
CINEMA PARADISO (NUOVO CINEMA PARADISO, 1988)
Direção: Giuseppe Tornatore
Com: Salvatore Cascio (foto, direita), Phillipe Noiret (foto, esquerda) etc.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca



ART PALÁCIO TIJUCA
Também parte do circuito da Praça Saens Peña, foi o último cinema do bairro a ser fechado, em 1999. Era também o maior cinema do Rio nesta época, com quase 1500 lugares. Como todo bom cinema da rede Art, promovia grandes estreias, sempre com presença maciça de público. Porém, assim como o seu irmão Art Copacabana, foi totalmente descaracterizado e transformado em loja de departamento. Uma lástima!


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca


CINE RIO
Um bonito cinema, mas com vida curta: inaugurado na Praça Saens Peña em 1965 com 1100 lugares, funcionou até 1978, quando virou uma agência bancária. O processo de desertificação dos cinemas do bairro já se tornava preocupante com o fechamento deste e a demolição do Olinda e do Metro, alguns anos antes.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista