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terça-feira, 16 de abril de 2013

Trilogia Charles Chaplin, 16/4/1889 – Parte 3



“Quase todas as análises do Mickey inicial invocavam Chaplin e citavam as semelhanças entre eles – a malícia agressiva, a impertinência, o sentimento de abandono e, especialmente (...) ‘a vitória cósmica do perdedor, o poder dos humildes’ que eles compartilhavam. O próprio Walt [Disney], certamente, sabia das semelhanças, porque, conscientemente, usou Chaplin – a quem uma vez chamou de ‘o maior de todos’ – como modelo. Ao inventar Mickey Mouse, disse Walt, ‘queríamos uma coisa atraente, e pensamos em um rato muito pequenino que tivesse algo do desejo de Chaplin – um sujeito comum tentando fazer o melhor que podia’. (...) ‘Walt conservou o tipo de ternura engraçada desse patético personagem comum que estava sempre levando a pior. Mas, inteligentemente, dava a volta por cima em qualquer circunstância’”.


Walt Disney - O triunfo da imaginação americana. Neal Gabler. Editora Novo Século.


Fotos:

THE RINK (1917) - curta-metragem
Direção: Charles Chaplin
Com: Charles Chaplin, Edna Purviance etc.


O AVIÃO DO MICKEY (PLANE CRAZY, 1928) – curta-metragem
Direção: Walt Disney, Ub Iwerks

Trilogia Charles Chaplin, 16/4/1889 – Parte 2



Década de 1930. O cinema mudo estava com os dias contados. Chaplin, assim como outros pioneiros do cinema (entre eles, Hitchcock), resistia. Ele acreditava que falas eram coisa de teatro, encenação naturalmente mais expansiva, e que o cinema era uma forma de arte mais pantomímica. Mas a pressão da indústria, e do público, era crescente, e era inevitável que Chaplin acabasse por soltar a voz em seus filmes também. O que ele fez, como mostra o vídeo acima, em TEMPOS MODERNOS (MODERN TIMES, 1936). Ou quase. 


Na cena em que todos esperavam enfim ouvir a voz de Chaplin, ele fala mas não diz nada: seu personagem esquece a letra da música, e, para não decepcionar ou enfurecer a plateia, canta em um bizarro idioma, que às vezes parece italiano, outras francês, alemão. Mas cujas palavras não dizem absolutamente nada, porque simplesmente não existem, é uma língua inventada. E ele é entusiasticamente aplaudido. Ou seja, palavras não importam. 


(Chaplin acabaria cedendo em seu filme seguinte, no final de O GRANDE DITADOR (THE GREAT DICTATOR, 1940), quando o barbeiro que é confundido com o ditador do título (uma paródia a Hitler) faz um antológico discurso pacifista.)



TEMPOS MODERNOS (MODERN TIMES, 1936) 
Direção: Charles Chaplin 
Com: Charles Chaplin, Paulette Goddard etc. 


O GRANDE DITADOR (THE GREAT DICTATOR, 1940) 
Direção: Charles Chaplin 
Com: Charles Chaplin, Jack Oakie, Paulette Goddard etc.

Trilogia Charles Chaplin, 16/4/1889 – Parte 1



LUZES DA CIDADE (CITY LIGHTS, 1931)
Direção: Charles Chaplin
Com: Charles Chaplin, Virginia Cherrill etc.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O Aniversariante do Mês em 5 tempos


O REI DOS REIS (THE KING OF KINGS, 1927)
Direção: Cecil B. DeMille
Com: H.B. Warner (Jesus), Dorothy Cumming (Maria) etc.




O REI DOS REIS (KING OF KINGS, 1961)
Direção: Nicholas Ray
Com: Jeffrey Hunter (Jesus), Sioban McKenna (Maria) etc.




JESUS CRISTO SUPERSTAR (JESUS CHRIST SUPERSTAR, 1973)
Direção: Norman Jewinson
Com: Ted Neeley (Jesus), Yvonne Elliman (Maria Madalena) etc.

(Indicado ao Oscar 1974 na categoria: trilha sonora)




A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO (THE LAST TEMPTATION OF CHRIST, 1988)
Direção: Martin Scorsese
Com: Willem Dafoe (Jesus), Harvey Keitel (Judas), Barbara Hershey (Maria Madalena) etc.

(Indicado ao Oscar 1989 na categoria: diretor)




A PAIXÃO DE CRISTO (THE PASSION OF THE CHRIST, 2004)
Direção: Mel Gibson
Com: Jim Caviezel (Jesus), Monica Bellucci (Maria Madalena), Maia Morgenstern (Maria) etc.

(Indicado ao Oscar 2005 nas categorias: fotografia, trilha sonora e maquiagem)