A Cinelândia, na cidade
do Rio de Janeiro, outrora palco de grandes estreias cinematográficas, sempre
atraindo mares de gente, há um bom tempo não faz mais jus a seu nome. A região tanto da Praça Mahatma Gandhi quanto
dos arredores já chegou a possuir mais de vinte cinemas, mas hoje restou apenas
um frequentável: o Odeon.
Qual o destino deles?
Foram convertidos em prédio de escritórios, estacionamento, igreja evangélica,
sapataria etc. Alguns ainda exibem filmes. Pornográficos. Outros estão
simplesmente fechados, abandonados.
No entanto, após
amargar anos de franca decadência, a Cinelândia vem sendo revitalizada: o
Theatro Municipal e o Dulcina foram reformados e o Serrador reaberto. Agora é vital que as salas de cinema – aquelas
que ainda podem ser salvas - tenham o mesmo destino. Só dessa forma a Cidade do
Cinema poderá honrar seu nome e reviver a importância cultural do passado.
A partir da próxima
sexta-feira, 9/11, estreia por aqui uma série sobre os cinemas do Rio de Janeiro.
Começando pelo centro da cidade, pelas razões óbvias acima expostas. O
jornalista Luis Mendes - cinéfilo, estudioso e defensor do assunto, e
proprietário da locadora cult Paradise Vídeo (e autor também da introdução acima) - contará a história não só daqueles
cinemas que deixaram saudades, como também daqueles que ainda podem ser salvos.
Não perca!
Foto:
CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden etc.
