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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


SÃO JOSÉ
Inaugurado como teatro em 1903, virou cinema na década de 1930, com 1700 lugares. Este famoso e belo cinema também ficou na memória pelo famoso Baile dos Enxutos promovido nos carnavais, atraindo o público GLS. Sua decadência começou na década de 1970, quando só eram exibidas reprises de gosto duvidoso. Foi demolido em 1984, quando virou um dispensável estacionamento. Hoje em dia, com a revitalização da Praça Tiradentes, o cinema poderia ter sido preservado ou até mesmo ter continuado como teatro, fazendo companhia aos ótimos João Caetano e Carlos Gomes. Uma falta de respeito à memória cultural carioca.


CINE MARROCOS
Inaugurado em 1920 como Cinema Moderno, foi transformado em Marrocos na década de 1950 e possuía 700 lugares. Bem localizado na Rua Pedro I, tinha uma decoração bem interessante e funcionou até 1982, já decadente e com péssima fama.



Textos: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: 
CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey (foto, esquerda), Martin Landau, Laurie Holden etc.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINEAC TRIANON

Muito bem localizado na Avenida Rio Branco, ao lado de onde é hoje o Teatro Glauce Rocha, este cinema era especializado em miscelâneas: podia-se chegar a qualquer hora em suas sessões contínuas. Foi inaugurado na década de 1930 com 700 lugares e demolido em 1973.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE IDEAL

Localizado na tradicional Rua da Carioca, o espaço é conhecido até hoje como Cine Ideal, promovendo festas GLS nos fins de semana. Inaugurado em 1909, era o cinema preferido de Rui Barbosa, que ali possuía poltrona cativa. Este lindo cinema, que funcionou até 1961, abrigava uma cúpula móvel que se abria nas noites de verão. Aliás, dizem que ela está lá até hoje, escondida sob um teto de gesso. A devolução do espaço como cinema ou centro cultural à população é de suma importância para a revitalização da área, onde, a poucos metros, se encontra o cinema mais antigo do Brasil em funcionamento: o Cine Íris, que hoje é palco de filmes pornôs e shows de strip tease.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE HORA

Assim como o seu “irmão” Joia, em Copacabana, este minúsculo cinema com pouco mais de 100 lugares foi inaugurado em 1966 no subsolo do Edifício Avenida Central, exibindo sessões de desenhos, passatempos, festival Gordo e Magro e miscelâneas. Em 1981 se mudou para a sobreloja da mesma galeria e teve capacidade reduzida para 50 lugares. Adotou o esquema pornô e fechou na década de 90, com péssima reputação. Virou loja de informática. Uma pena, principalmente por seu irmão de Copacabana estar novamente funcionando a todo vapor, com ótima programação.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro



CINE CAPITÓLIO

Sala  da Cinelândia inaugurada como Cine Teatro Broadway, foi transformada no saudoso Cine Capitólio em 1942. Na programação era comum a exibição de noticiários, documentários e até mesmo jogos de futebol. Era um cinema querido de muitos, e sua demolição em 1972 causou revolta em seus frequentadores.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE IMPÉRIO


Junto com o Odeon, Pathé e Capitólio, formava o quarteto cinematográfico que atraía um mar de gente para a Praça Mahatma Gandhi. Na época áurea e em noites de estreias, não havia nada mais bonito e iluminado na cidade do que esses quatro cinemas com suas marquises lindamente decoradas com painéis gigantes – um espetáculo à parte! Este bom cinema, inaugurado em 1925 com 520 lugares, sobreviveu até 1978, quando foi demolido. Em seu lugar surgiu um prédio moderno que não tem nada a ver com a arquitetura do local.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro



CINE VITÓRIA

Um dos melhores da Cinelândia, este majestoso cinema foi inaugurado em 1942 com 1200 lugares. Lançador de grandes sucessos, foi também o último palácio cinematográfico a ser construído na região.  Em 1980, com a liberação de O IMPÉRIO DOS SENTIDOS (AI NO KORÎDA, 1976) no país, o cinema foi promovido a “sala especial”, destinada a passar filmes de sexo explícito. Nesta década, o cinema talvez tenha tido o maior público de sua história, ao exibir mega-sucessos como GARGANTA PROFUNDA  (DEEP THROAT, 1972), CALÍGULA (CALIGOLA, 1979) e o nacional COISAS ERÓTICAS (1981). Nos anos seguintes, com a consequente decadência do gênero, o cinema perdeu o interesse junto ao público e passou a ter péssima reputação, até fechar suas portas em 1993. Atualmente o prédio está em obras e abrigará a Livraria Cultura. Que o bom-senso preserve, ao menos, o enorme e suntuoso lustre de cristal que iluminava o foyer do cinema.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cinemas do Rio




A Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro, outrora palco de grandes estreias cinematográficas, sempre atraindo mares de gente, há um bom tempo não faz mais jus a seu nome.  A região tanto da Praça Mahatma Gandhi quanto dos arredores já chegou a possuir mais de vinte cinemas, mas hoje restou apenas um frequentável: o Odeon.

Qual o destino deles? Foram convertidos em prédio de escritórios, estacionamento, igreja evangélica, sapataria etc. Alguns ainda exibem filmes. Pornográficos. Outros estão simplesmente fechados, abandonados. 

No entanto, após amargar anos de franca decadência, a Cinelândia vem sendo revitalizada: o Theatro Municipal e o Dulcina foram reformados e o Serrador reaberto.  Agora é vital que as salas de cinema – aquelas que ainda podem ser salvas - tenham o mesmo destino. Só dessa forma a Cidade do Cinema poderá honrar seu nome e reviver a importância cultural do passado.

A partir da próxima sexta-feira, 9/11, estreia por aqui uma série sobre os cinemas do Rio de Janeiro. Começando pelo centro da cidade, pelas razões óbvias acima expostas. O jornalista Luis Mendes - cinéfilo, estudioso e defensor do assunto, e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo (e autor também da introdução acima) - contará a história não só daqueles cinemas que deixaram saudades, como também daqueles que ainda podem ser salvos.  

Não perca!


Foto:

CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden etc.