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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Botafogo



CINE ÓPERA
O lindo e moderno Cine Ópera, na praia de Botafogo, foi inaugurado em 1959 com 1600 lugares. Em 1977 se dividiu em dois e resistiu até 1992. As salas, supertradicionais no bairro, atraíam ótimo público, que também lotava seus bares após o término das sessões. O Ópera 1, assim como o Cine Paissandu, no Flamengo, tinha até sala para fumantes – um luxo para a época. Até fechar as portas e virar Casa & Vídeo - rede de lojas que tomou nada menos que quatro grandes cinemas da nossa cidade.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Botafogo




CINE GUANABARA
Grande e saudoso poeira no final da Praia de Botafogo, foi um cinema que ficou na memória dos cinéfilos maiores de 50, tendo sido também o único do bairro a ser demolido. Inaugurado em 1920, era antes o primitivo Cinematográfico High Life. Um absurdo que não exista nenhuma referência ao antigo cinema no local, pois ele representou muito na história cultural da cidade.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca



ART PALÁCIO TIJUCA
Também parte do circuito da Praça Saens Peña, foi o último cinema do bairro a ser fechado, em 1999. Era também o maior cinema do Rio nesta época, com quase 1500 lugares. Como todo bom cinema da rede Art, promovia grandes estreias, sempre com presença maciça de público. Porém, assim como o seu irmão Art Copacabana, foi totalmente descaracterizado e transformado em loja de departamento. Uma lástima!


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca


CINE RIO
Um bonito cinema, mas com vida curta: inaugurado na Praça Saens Peña em 1965 com 1100 lugares, funcionou até 1978, quando virou uma agência bancária. O processo de desertificação dos cinemas do bairro já se tornava preocupante com o fechamento deste e a demolição do Olinda e do Metro, alguns anos antes.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca



CINE TIJUCA
Inaugurado em 1952 como Cine Eskye, este tradicional cinema da Praça Saens Peña, com 1700 lugares, se dividiu em dois em 1988 e funcionou até o final da década de 90, quando virou Casa & Vídeo.  Aliás, esta rede de lojas, se aproveitando da decadência dos cinemas de rua, se “apossou” de várias salas da cidade.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca


OLINDA
O maior cinema da América Latina foi inaugurado em 1940 na Praça Saens Peña com espantosos 3500 lugares. Apelidado como “Cinema Monstro”, tinha também a maior média anual de sessões e espectadores. Com o passar do tempo, foi se transformando em “poeira” até ser demolido em 1972. Em seu lugar surgiu o Shopping 45, o primeiro do bairro. Um verdadeiro acinte não ter sido ao menos construída uma sala de cinema neste centro comercial.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo


Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca


METRO TIJUCA
O mais lindo e luxuoso cinema da Praça Saens Peña era um acontecimento em suas concorridíssimas estreias. Seus tapetes que afundavam e o ar de montanha fizeram fama em toda a cidade. Inaugurado em 1941 com 1700 lugares, foi impiedosamente demolido em 1977, juntamente com seu irmão Metro Copacabana, ambos dando lugar a lojas C&A. É espantosa, mesmo após 35 anos, a comoção que esta dupla de cinemas causa nos cinéfilos acima dos 50 anos. Provavelmente nunca mais veremos palácios como o Metro.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Tijuca




A Tijuca foi o bairro que mais sofreu com a perda de seus belos cinemas de rua - houve, de forma implacável, um extermínio de suas quase vinte salas. A região, que já foi a segunda Cinelândia carioca, não possui mais um único cinema de rua, restando apenas seis modernas e padronizadas salas de shopping. A Praça Saens Peña e seus arredores, outrora reduto de maravilhosos palácios cinematográficos, é hoje um deserto cultural de dar pena.

No entanto, nem tudo está perdido: alguns cinemas ainda se encontram fechados e outros, que não foram demolidos, podem ser readaptados e devolvidos à região.  Os próximos posts da série Cinemas do Rio trarão os principais palácios e poeiras do bairro, lamentando os que se foram para sempre e torcendo pelos que ainda podem ser salvos.

Vale ressaltar também que os cinemas da Tijuca deixaram uma enorme saudade na população: a memória afetiva talvez seja a mais nostálgica que já presenciei em todos os bairros do Rio que tiveram seus cinemas exterminados. O tema foi, inclusive, objeto do excelente livro A Segunda Cinelândia Carioca, de Talitha Ferraz, com reedição prometida para breve.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo


Foto:
CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden etc.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


SÃO JOSÉ
Inaugurado como teatro em 1903, virou cinema na década de 1930, com 1700 lugares. Este famoso e belo cinema também ficou na memória pelo famoso Baile dos Enxutos promovido nos carnavais, atraindo o público GLS. Sua decadência começou na década de 1970, quando só eram exibidas reprises de gosto duvidoso. Foi demolido em 1984, quando virou um dispensável estacionamento. Hoje em dia, com a revitalização da Praça Tiradentes, o cinema poderia ter sido preservado ou até mesmo ter continuado como teatro, fazendo companhia aos ótimos João Caetano e Carlos Gomes. Uma falta de respeito à memória cultural carioca.


CINE MARROCOS
Inaugurado em 1920 como Cinema Moderno, foi transformado em Marrocos na década de 1950 e possuía 700 lugares. Bem localizado na Rua Pedro I, tinha uma decoração bem interessante e funcionou até 1982, já decadente e com péssima fama.



Textos: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: 
CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey (foto, esquerda), Martin Landau, Laurie Holden etc.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINEAC TRIANON

Muito bem localizado na Avenida Rio Branco, ao lado de onde é hoje o Teatro Glauce Rocha, este cinema era especializado em miscelâneas: podia-se chegar a qualquer hora em suas sessões contínuas. Foi inaugurado na década de 1930 com 700 lugares e demolido em 1973.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE IDEAL

Localizado na tradicional Rua da Carioca, o espaço é conhecido até hoje como Cine Ideal, promovendo festas GLS nos fins de semana. Inaugurado em 1909, era o cinema preferido de Rui Barbosa, que ali possuía poltrona cativa. Este lindo cinema, que funcionou até 1961, abrigava uma cúpula móvel que se abria nas noites de verão. Aliás, dizem que ela está lá até hoje, escondida sob um teto de gesso. A devolução do espaço como cinema ou centro cultural à população é de suma importância para a revitalização da área, onde, a poucos metros, se encontra o cinema mais antigo do Brasil em funcionamento: o Cine Íris, que hoje é palco de filmes pornôs e shows de strip tease.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE HORA

Assim como o seu “irmão” Joia, em Copacabana, este minúsculo cinema com pouco mais de 100 lugares foi inaugurado em 1966 no subsolo do Edifício Avenida Central, exibindo sessões de desenhos, passatempos, festival Gordo e Magro e miscelâneas. Em 1981 se mudou para a sobreloja da mesma galeria e teve capacidade reduzida para 50 lugares. Adotou o esquema pornô e fechou na década de 90, com péssima reputação. Virou loja de informática. Uma pena, principalmente por seu irmão de Copacabana estar novamente funcionando a todo vapor, com ótima programação.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro



CINE CAPITÓLIO

Sala  da Cinelândia inaugurada como Cine Teatro Broadway, foi transformada no saudoso Cine Capitólio em 1942. Na programação era comum a exibição de noticiários, documentários e até mesmo jogos de futebol. Era um cinema querido de muitos, e sua demolição em 1972 causou revolta em seus frequentadores.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: Arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro


CINE IMPÉRIO


Junto com o Odeon, Pathé e Capitólio, formava o quarteto cinematográfico que atraía um mar de gente para a Praça Mahatma Gandhi. Na época áurea e em noites de estreias, não havia nada mais bonito e iluminado na cidade do que esses quatro cinemas com suas marquises lindamente decoradas com painéis gigantes – um espetáculo à parte! Este bom cinema, inaugurado em 1925 com 520 lugares, sobreviveu até 1978, quando foi demolido. Em seu lugar surgiu um prédio moderno que não tem nada a ver com a arquitetura do local.



Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo

Foto: arquivo pessoal do jornalista

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cinemas do Rio - Parte 1: Os que deixaram saudades / Centro



CINE VITÓRIA

Um dos melhores da Cinelândia, este majestoso cinema foi inaugurado em 1942 com 1200 lugares. Lançador de grandes sucessos, foi também o último palácio cinematográfico a ser construído na região.  Em 1980, com a liberação de O IMPÉRIO DOS SENTIDOS (AI NO KORÎDA, 1976) no país, o cinema foi promovido a “sala especial”, destinada a passar filmes de sexo explícito. Nesta década, o cinema talvez tenha tido o maior público de sua história, ao exibir mega-sucessos como GARGANTA PROFUNDA  (DEEP THROAT, 1972), CALÍGULA (CALIGOLA, 1979) e o nacional COISAS ERÓTICAS (1981). Nos anos seguintes, com a consequente decadência do gênero, o cinema perdeu o interesse junto ao público e passou a ter péssima reputação, até fechar suas portas em 1993. Atualmente o prédio está em obras e abrigará a Livraria Cultura. Que o bom-senso preserve, ao menos, o enorme e suntuoso lustre de cristal que iluminava o foyer do cinema.


Texto: Luis Mendes - jornalista, cinéfilo, estudioso e defensor dos cinemas de rua e proprietário da locadora cult Paradise Video

Foto: Arquivo pessoal do jornalista



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cinemas do Rio




A Cinelândia, na cidade do Rio de Janeiro, outrora palco de grandes estreias cinematográficas, sempre atraindo mares de gente, há um bom tempo não faz mais jus a seu nome.  A região tanto da Praça Mahatma Gandhi quanto dos arredores já chegou a possuir mais de vinte cinemas, mas hoje restou apenas um frequentável: o Odeon.

Qual o destino deles? Foram convertidos em prédio de escritórios, estacionamento, igreja evangélica, sapataria etc. Alguns ainda exibem filmes. Pornográficos. Outros estão simplesmente fechados, abandonados. 

No entanto, após amargar anos de franca decadência, a Cinelândia vem sendo revitalizada: o Theatro Municipal e o Dulcina foram reformados e o Serrador reaberto.  Agora é vital que as salas de cinema – aquelas que ainda podem ser salvas - tenham o mesmo destino. Só dessa forma a Cidade do Cinema poderá honrar seu nome e reviver a importância cultural do passado.

A partir da próxima sexta-feira, 9/11, estreia por aqui uma série sobre os cinemas do Rio de Janeiro. Começando pelo centro da cidade, pelas razões óbvias acima expostas. O jornalista Luis Mendes - cinéfilo, estudioso e defensor do assunto, e proprietário da locadora cult Paradise Vídeo (e autor também da introdução acima) - contará a história não só daqueles cinemas que deixaram saudades, como também daqueles que ainda podem ser salvos.  

Não perca!


Foto:

CINE MAJESTIC (THE MAJESTIC, 2001)
Direção: Frank Darabont
Com: Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden etc.